Quais são as propostas dos candidatos a presidente em 2026
Os 13 nomes da urna em ordem alfabética, com número, partido, vice e três propostas tiradas do plano de governo que cada um registrou no TSE, com as palavras do próprio plano.

Quais são as propostas dos candidatos a presidente em 2026? Treze nomes estão na urna do 1º turno, no domingo, 4 de outubro, e cada um registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um plano de governo. Abaixo, eles aparecem em ordem alfabética do nome de urna, com número, partido, vice e três propostas tiradas do plano oficial, com as palavras do próprio documento.
Faltando dois dias para a votação, muita gente ainda não leu nenhum desses planos, e alguns são longos. Por isso, a Redação leu os 13 documentos que o TSE publica e separou, de cada um, propostas concretas de áreas diferentes. Os dados de número, partido e vice vêm do cadastro oficial de candidaturas do TSE.
Como as propostas foram escolhidas?
Para cada candidato, a seleção priorizou o que o próprio plano apresenta como eixo central e as medidas mais concretas, com número ou ação clara. Além disso, a ideia foi cobrir temas diferentes, como economia, trabalho, saúde, educação e segurança. Todos os blocos têm o mesmo formato e mais ou menos o mesmo tamanho. As propostas aparecem sem comentário: este texto não avalia se elas são boas, ruins ou possíveis de cumprir.
O plano completo de cada candidato está no DivulgaCandContas, o portal do TSE que reúne candidaturas, bens e contas de campanha. Para ver todos os nomes que aparecem na sua urna, de presidente a deputado, use a página [Quem está na sua urna](https://resenharentavel.com/candidatos/ “Quem está na sua urna”).

Quais são as propostas dos candidatos a presidente, de A a G?
Clariana Barao (DC, 27)

A vice é Fabiana Torquato. O plano se chama “Proteger Hoje, Transformar o Amanhã” e põe a proteção de mulheres e crianças como eixo de todo o programa. Ele propõe uma “rede nacional de proteção e resposta à violência”, que junte saúde, assistência, segurança e justiça. Na segurança, defende o “sufocamento financeiro das facções”, com rastreamento de lavagem de dinheiro. Na saúde, prevê “telemedicina integrada à rede” e “regulação inteligente de filas”. O próprio plano diz que as metas em números ainda serão definidas.
Edmilson Costa (PCB, 21)

A vice é Cleusa Santos. O programa se chama “Construir o Poder Popular, rumo ao Socialismo”. Ele propõe a “jornada de 30 horas semanais sem redução salarial e o fim da escala 6×1”. Na economia, defende a “estatização do sistema monetário e financeiro” e a suspensão do pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Na saúde, propõe a estatização do setor privado e o “investimento de 10% do PIB na saúde pública”.
Escritor Augusto Cury (Avante, 70)

O vice é Júlio Delgado. A primeira tese do plano é um “déficit público próximo de zero durante o mandato”, ou seja, gastar quase o mesmo que o governo arrecada. Para o emprego, prevê a meta de “10 milhões de microempresas”, com crédito de até R$ 20 mil a juros de 5% a 6% ao ano. Na saúde, propõe usar a telemedicina para “desafogar o SUS”, atendendo cerca de 80% das consultas básicas.
Flávio Bolsonaro (PL, 22)

O vice é Alfredo Gaspar. O plano trata a segurança como ponto de partida e diz que o Brasil terá “5 novos presídios de segurança máxima no modelo adotado por El Salvador”. Nos impostos, propõe rever a reforma tributária para “reduzir o IVA”, o imposto sobre o consumo que está sendo criado. No emprego, prevê “um contrato de trabalho para os 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego, com menor custo na folha”.
Quais são as propostas dos candidatos de H a R?
Hertz Dias (PSTU, 16)

A vice é Vanessa Portugal. O programa se chama “Com os trabalhadores contra o sistema”. No trabalho, propõe o “fim da escala 6×1” e a jornada de 36 horas, sem redução de salário. Na renda, defende um “aumento de 100% no salário mínimo”. Na economia, propõe estatizar grandes empresas de mineração, petróleo e energia, com a “Petrobras 100% estatal”.
Leonardo Avalanche (PRTB, 28)

A vice aparece no TSE como Silvia. Em 30 de setembro, Avalanche anunciou que desistiu da candidatura, informou o Metrópoles. Como não houve substituto, o nome segue na urna; se a renúncia for homologada, os votos dados a ele serão nulos, explica o Mais Goiás. O plano registrado propõe trocar os tributos por uma “alíquota única de 3,5%”, “zerar a fila do SUS” e criar um “Sistema Único Nacional de Segurança”.
Lula (PT, 13)

O vice é Geraldo Alckmin. O programa se apresenta como diretrizes para transformar o Brasil num país soberano, democrático e sustentável. No trabalho, promete atuar no Senado pelo “fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial”. Na segurança, diz que, aprovada a PEC da Segurança Pública, “criaremos o Ministério da Segurança Pública”. Na saúde, propõe manter o Farmácia Popular gratuito e incluir nele “exames laboratoriais”.
Renan Santos (Missão, 14)

O vice é Coronel Medina. O plano se chama “O Futuro é Glorioso”. Nas contas públicas, propõe a “desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo”, corrigindo esses valores só pela inflação. Na segurança, promete declarar no primeiro dia uma “Guerra ao Crime”, com a adoção do chamado “Direito Penal do Inimigo”. Na assistência, propõe a “substituição do Bolsa Família por frentes de trabalho remuneradas” para quem está em idade de trabalhar.
Ronaldo Caiado (PSD, 55)

O vice é Gilberto Kassab. Nas contas públicas, o plano propõe “fazer as despesas obrigatórias crescerem abaixo do PIB nominal”. Na segurança, quer uma lei que enquadre facções e milícias como “terrorismo doméstico”, com “pena mínima de 45 anos” para quem se associar a elas ou recrutar para elas. Na política, promete enviar ao Congresso uma PEC para “extinguir a reeleição consecutiva” no Executivo, inclusive para o mandato que começa em 2027.
Rui Costa Pimenta (PCO, 29)

O vice é Antônio Carlos. O programa abre dizendo que “o PCO não participa das eleições para fazer promessas” e que usa a campanha para divulgar suas reivindicações. Entre elas, um salário mínimo que “hoje não poderia ser menor que R$7.500” e a jornada de 35 horas semanais. Na economia, defende o “cancelamento de todas as privatizações realizadas”, como Eletrobras e Vale.
Quais são as propostas dos candidatos de S a Z?
Samara (UP, 80)

A vice é Raquel Brício. O programa se chama “Programa da Unidade Popular pelo Socialismo”. Como medida de emergência, propõe o “aumento de 100% do salário mínimo” logo no início do governo. No trabalho, defende a “redução da jornada para 30 horas semanais” sem corte de salário. Na educação, propõe destinar “pelo menos 10% do PIB nacional para a educação pública”.
Veterinário Wilson Grassi (Democrata, 35)

A vice é Suêd Haidar. O plano se chama “Brasil em Primeiro Lugar” e tem como proposta central um imposto único federal sobre a movimentação financeira, com parâmetro de “2% no débito e 2% no crédito”. Na saúde, prevê uma “fila nacional única e pública por procedimento”, que o paciente pode consultar. Na moradia, propõe que quem paga aluguel tenha acesso a “financiamento habitacional de parcela equivalente ao aluguel”.
Zema (Novo, 30)

O vice é Eduardo Girão. O plano traz “propostas concretas para os maiores problemas do país” e começa pela segurança: quer “enquadrar como terroristas os criminosos” que dominam territórios com armas de guerra. Na economia, propõe “privatizar todas as empresas estatais”. Na assistência, prevê “um prêmio de R$5 mil às famílias que deixarem o Bolsa Família” por terem passado do limite de renda.
Em que pontos as propostas dos candidatos a presidente se cruzam?
Alguns temas aparecem em mais de um plano, com caminhos diferentes. A redução da jornada de trabalho está nos programas de Edmilson Costa, Hertz Dias, Lula, Rui Costa Pimenta e Samara, com propostas que vão de 40 a 30 horas semanais. Já o tratamento de facções como terrorismo aparece nos planos de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Zema. A troca de vários tributos por um imposto único está nos de Leonardo Avalanche e Wilson Grassi. Por fim, a fila do SUS é tema dos planos de Clariana Barao, Leonardo Avalanche, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Wilson Grassi.

Onde ler o plano de governo completo?
Três propostas são só uma amostra. Por isso, vale abrir o plano inteiro do seu candidato no DivulgaCandContas: basta buscar pelo nome do candidato. Lá também aparecem os bens declarados e as contas de campanha. Para entender antes o que o eleito vai fazer no cargo e quanto vai ganhar, leia o que faz e quanto ganha cada político. E, para o dia da votação, o [Tira-dúvidas do eleitor](https://resenharentavel.com/guia-do-eleitor/ “Tira-dúvidas do eleitor”) reúne horário, documentos e justificativa.
Se nenhum candidato tiver mais da metade dos votos válidos no domingo, os dois mais votados disputam o 2º turno em 25 de outubro, segundo o TRE-SP. Até lá, os planos registrados no TSE são o compromisso por escrito de cada chapa. O blog também já comparou trechos de planos de governo em o que cada candidato promete.
O Resenha Rentável fez uma leitura às cegas de seis planos de governo de 2026, sem dizer de quem era cada um. Veja:

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