Os senadores eleitos em cada estado e como fica o Senado
O país escolheu 54 senadores no domingo. Veja os dois nomes de cada estado, o partido, os votos e qual vaga ainda espera o resultado oficial.

Os senadores eleitos em 2026 ocupam 54 das 81 cadeiras do Senado, dois por estado e dois pelo Distrito Federal, segundo os resultados oficiais do TSE. Até as 4h23 desta segunda-feira (5), o TSE já tinha confirmado 52 nomes. Só no Amazonas a totalização ainda não estava concluída.
A eleição para o Senado é majoritária: vencem os mais votados em cada estado, sem a conta de votos por partido que vale para deputado. Desta vez, cada eleitor deu dois votos, porque a renovação foi de dois terços da Casa. Os outros 27 senadores, eleitos em 2022, ficam no cargo até janeiro de 2031, de acordo com a Agência Brasil. Já o mandato dos novos senadores eleitos é de oito anos, até 2034.

Quem são os senadores eleitos no Norte?
No Acre, foram eleitos Marcio Bittar (PL), com 223.972 votos, e Mara Rocha (Republicanos), com 157.104. No Amapá, Rayssa Furlan (Podemos) teve 264.799 votos e Lucas Barreto (PSD), 213.948. No Pará, Helder Barbalho (MDB) somou 2.342.070 votos, e Chicão (União), 2.014.409.
Em Rondônia, as duas vagas ficaram com o PL: Dr. Fernando Máximo, com 570.799 votos, e Bruno Scheid, com 474.226. Em Roraima, venceram Nicoletti (PL), com 138.269, e Teresa Surita (MDB), com 117.270. Por fim, em Tocantins, Eduardo Gomes (PL) teve 450.191 votos e Alexandre Guimarães (MDB), 316.786.
E no Nordeste?
Em Alagoas, Arthur Lira (PP) teve 948.703 votos e Marina JHC (PSDB), 926.860. Na Bahia, o PT ficou com as duas cadeiras: Rui Costa, com 4.335.196 votos, e Jaques Wagner, com 3.986.690. No Ceará, foram eleitos Cid Gomes (PSB), com 3.033.562, e Luizianne Lins (Rede), com 2.822.806.
No Maranhão, venceram André Fufuca (PP), com 1.530.187 votos, e Lahesio Bonfim (Novo), com 1.471.859. Na Paraíba, João Azevêdo (PSB) teve 1.391.994 votos e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), 974.550. Em Pernambuco, Humberto Costa (PT) somou 2.531.389, e Marília Arraes (PDT), 2.325.127.
Além disso, no Piauí, foram eleitos Marcelo Castro (MDB), com 1.307.833 votos, e Júlio César (PSD), com 989.146. No Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim (Podemos) teve 1.055.000 votos e Samanda de Lula (PT), 635.924. Em Sergipe, venceram Rogério Carvalho (PT), com 511.142, e Delegado Alessandro (MDB), com 399.775.

Quem ganhou no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste?
Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) teve 13.273.880 votos, a maior votação do país para o Senado, e André do Prado (PL) somou 12.703.089. Em Minas Gerais, foram eleitos Domingos Sávio (PL), com 4.968.829, e Marília Campos (PT), com 3.990.864. No Rio de Janeiro, o PL ficou com as duas vagas: Carlos Portinho, com 4.264.932, e Carlos Jordy, com 3.912.405. No Espírito Santo, venceram Renato Casagrande (PSB), com 995.361, e Evair de Melo (Republicanos), com 982.978.
No Sul, o Paraná elegeu Filipe Barros (PL), com 3.148.583 votos, e Deltan Dallagnol (Novo), com 2.904.594. No Rio Grande do Sul, Sanderson (PL) teve 3.453.316 votos e Marcel Van Hattem (Novo), 3.449.053, uma diferença de apenas 4.263 votos entre os dois eleitos. Em Santa Catarina, o PL levou as duas cadeiras com Carol de Toni (2.694.918) e Carlos Bolsonaro (2.041.840).
No Centro-Oeste, o Distrito Federal elegeu Michelle Bolsonaro (PL), com 938.496 votos, e Bia Kicis (PL), com 886.616. Em Goiás, venceram Gustavo Gayer (PL), com 1.639.247, e Gracinha Caiado (União), com 1.458.522. Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União) teve 1.187.352 votos e Zé Medeiros (PL), 977.777. Já em Mato Grosso do Sul, as duas vagas ficaram com o PL: Reinaldo Azambuja (903.554) e Capitão Contar (856.045).
O que falta no Amazonas?
No Amazonas, todas as urnas já tinham sido apuradas, mas o TSE ainda não havia marcado a situação final dos candidatos até as 4h23. Nesse momento, Eduardo Braga (MDB) liderava com 1.240.471 votos. Em seguida vinham Plinio Valério (PSDB), com 948.793, e Capitão Alberto Neto (PL), com 909.155, separados por menos de 40 mil votos na disputa pela segunda vaga.
Como fica o Senado depois da eleição?
Entre os 52 senadores eleitos já confirmados pelo TSE, o PL conquistou 19 cadeiras. Em seguida vêm PT e MDB, com 6 cada; PP, PSB, União e Novo, com 3 cada; Republicanos, Podemos e PSD, com 2 cada; e PSDB, Rede e PDT, com 1 cada. Somando os senadores que continuam no mandato, o PL passa a ter 28 das 81 cadeiras, cerca de um terço da Casa, segundo o Seu Dinheiro.
O tamanho das bancadas importa porque o Senado vota leis, aprova indicações para o STF e o Banco Central e julga processos de impeachment. Para entender o papel de cada Casa, veja a diferença entre deputado e senador. Já o salário de um senador está em quanto ganha cada político.

Quando os senadores eleitos tomam posse?
Os novos senadores tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, no início da nova legislatura, e ficam no cargo até 2034, segundo o jornal O Povo. A disputa mais apertada pela segunda vaga, entre os estados já definidos, foi no Rio Grande do Norte: Samanda de Lula (PT) ficou 5.765 votos à frente de Zenaide Maia (PSD). Com o Amazonas pendente, faltam só 2 das 54 vagas para o novo Senado ficar completo.

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