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Opinião

Quem são os governadores eleitos e onde haverá 2º turno

Vinte estados já conhecem o próximo governador. Seis unidades da Federação voltam às urnas em 25 de outubro, e o Amazonas ainda espera o resultado oficial.

Redação 4 min de leitura
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (CC BY 2.0)

Os governadores eleitos no primeiro turno de 2026 já são conhecidos em 20 dos 26 estados, segundo os resultados oficiais do TSE. Outras seis unidades da Federação (Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins) terão segundo turno em 25 de outubro. No Amazonas, a totalização ainda não tinha sido concluída pelo TSE até a madrugada desta segunda-feira (5).

Para vencer no primeiro turno, o candidato a governador precisa de mais da metade dos votos válidos, ou seja, dos votos dados a candidatos, sem contar brancos e nulos. Quando ninguém chega lá, os dois mais votados voltam às urnas. Por isso, em vários estados a disputa terminou no domingo (4), enquanto em outros ela continua por mais três semanas. Todos os números deste texto são do TSE e foram conferidos às 4h23 desta segunda.

Tabela com os governadores eleitos e os estados com segundo turno em 2026

Quem são os governadores eleitos no Norte e no Nordeste?

No Norte, quatro estados fecharam a eleição no domingo. Dr. Furlan (PSD) venceu no Amapá com 62,75% dos votos válidos. No Pará, Dr. Daniel (Podemos) teve 51,36%. Em Rondônia, Marcos Rogério (PL) somou 56,86%, e em Roraima, Arthur Henrique (PL) chegou a 69,13%.

No Nordeste, oito dos nove estados elegeram o governador no primeiro turno, e só o Rio Grande do Norte terá nova votação. Em Alagoas, JHC (PSDB) foi eleito com 52,20%. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) teve 55,80%, e no Ceará, Elmano de Freitas (PT) somou 53,19%. Além disso, Eduardo Braide (PSD) venceu no Maranhão com 54,02%, e Lucas Ribeiro (PP) ganhou na Paraíba com 64,30%.

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi eleita com 53,27%. No Piauí, Rafael Fonteles (PT) teve a maior porcentagem do país entre os governadores, com 70,90% dos votos válidos. Por fim, em Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) venceu com 59,27%.

Eleitores na fila de uma seção eleitoral, cena comum no dia em que os governadores eleitos foram escolhidos
Eleitores na fila de uma seção eleitoral no Distrito Federal, em eleição anterior. Foto: Leonardo Sá/Agência Senado (CC BY 2.0)

E no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste?

No Sudeste, dois estados já têm governador. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito com 55,40%, o equivalente a 6.321.590 votos. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) venceu com 62,65%, ou 14.491.874 votos, a maior votação do país para o cargo.

O Sul resolveu tudo no primeiro turno. No Paraná, Sergio Moro (PL) foi eleito com 50,10%, a vitória mais apertada acima da linha dos 50%. Já no Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) teve 58,05%, e em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) chegou a 68,98%.

No Centro-Oeste, três estados elegeram o governador. Daniel Vilela (MDB) venceu em Goiás com 59,17%. Em Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) teve 60,77%, e em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) somou 67,07%. O Distrito Federal, por outro lado, terá segundo turno.

Onde vai ter segundo turno para governador?

Seis disputas continuam, segundo o TSE. No Acre, Mailza Assis (PP), com 49,76%, enfrenta Alan Rick (Republicanos), que teve 32,27%. No Distrito Federal, Celina Leão (PP) terminou com 49,93% e disputa com Leandro Grass (PT), que somou 34,47%. Nos dois casos, a primeira colocada ficou a menos de um ponto da marca de 50% dos votos válidos.

No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 49,65%, enfrenta Ricardo Ferraço (MDB), com 34,06%. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) teve 49,27% e Eduardo Paes (PSD), 42,76%. Enquanto isso, o Rio Grande do Norte terá a disputa mais equilibrada: Allyson (União) ficou com 36,94% e Cadu de Lula (PT), com 36,16%, uma diferença de 15.509 votos. Em Tocantins, Professora Dorinha (União), com 45,52%, enfrenta Vicentinho Júnior (PSDB), com 43,94%.

O que falta no Amazonas?

No Amazonas, o TSE já tinha 100% das urnas apuradas, mas ainda não havia marcado a situação final de nenhum candidato até as 4h23 desta segunda. Nesse momento, Omar Aziz (PSD) estava à frente, com 40,63% dos votos válidos, seguido por Professora Maria do Carmo (PL), com 24,49%, e Roberto Cidade (União), com 21,91%.

Como nenhum candidato passou de 50%, a tendência é de nova votação no estado, e o jornal O Tempo já lista o Amazonas entre os estados com segundo turno. Mesmo assim, o resultado só é oficial quando o TSE conclui a totalização. Para entender como esse processo funciona, veja como funciona a apuração.

Mesários atendem eleitora em seção eleitoral; o segundo turno dos governadores será em 25 de outubro
Mesários atendem eleitora numa seção eleitoral do Distrito Federal, em eleição anterior. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (CC BY 2.0)

Quando é o segundo turno e quando os governadores eleitos tomam posse?

O segundo turno será no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h pelo horário de Brasília. Nessas seis unidades da Federação, o eleitor vai votar para governador e também para presidente, já que Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputam a segunda rodada da eleição presidencial. Nos outros estados, a urna mostra só o cargo de presidente.

Os governadores eleitos tomam posse em 6 de janeiro de 2027, e não mais em 1º de janeiro. A mudança veio da Emenda Constitucional 111, aprovada pelo Congresso em 2021, segundo o Poder360. O mandato é de quatro anos. Para saber o que faz e quanto recebe um governador, veja quanto ganha cada político.

Com isso, o mapa dos governos estaduais está quase completo: 20 estados já sabem quem vai governar a partir de 2027, e o restante do país decide em três semanas.

Redação

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